quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A verdadeira beleza


Assisti uma palestra com o maestro Ricardo Prado, sobre Musica no Cinema, e além de passar uma tarde maravilhosa ouvindo música boa e num papo pra lá de agradável, não pude deixar de pensar num dos trechos de sua palestra. Assistindo a um trecho do filme Bagdad Café, onde depois de brigar com seu marido e abandoná-lo na estrada, a turista alemã (personagem principal do filme) caminha pelo deserto do Arizona até chegar ao posto-motel Bagdad Café. Lá, em meio a uma confusão de clientes, choro de criança e gritos,  ela ouve o som de um piano. A música não é muito bem tocada, mas mesmo assim ela vai até o menino que, ao perceber que ela realmente ouve e sente sua música, começa a tocar com mais leveza, mais sentimento, paixão. Ainda na mesma cena, chega um pintor e fica encantado, apaixonado, ao vê-la ali sentada de olhos fechados, ouvindo.

A mulher não tem exatamente uma beleza segundo os padrões que a mídia impõe hoje, mas aí o Ricardo disse uma coisa interessante: "A verdadeira beleza, é aquela que te transforma. Você passa por ela, e já não é mais o mesmo. Seja ela em forma de música, obra de arte, literatura ou pessoa."

Lindo isso, não? E é a mais absoluta verdade.

Aquela mulher transformou a atitude daquele jovem ao piano e, aos poucos vai transformando a vida das pessoas que frequentam aquele lugar.

Então, depois da palestra, vindo pra casa (eu e minhas reflexões na van...), lembrei de quantas pessoas verdadeiramente belas passaram por minha vida.
Quantos amigos, que talvez não sejam o padrão de beleza visto nas capas de revistas ou novelas, mas que me ensinaram e me transformaram.
Pessoas que me deram lições importantíssimas de como viver, apesar de suas dificuldades e limitações.
Pessoas que venceram seus medos, superaram obstáculos, agiram na contra-mão do sistema, e com a beleza de seus atos me transformaram.

Também não pude deixar de lembrar daquele que causou, e ainda causa, a maior das transformações em minha vida.
Aquele que "não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos [...] Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. [Mas] verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados." (Isaías 53)

Obrigada Jesus, por sua beleza transformadora! Aqueles que olham para ti, que contemplam tua beleza serão iluminados e certamente não serão decepcionados (Salmo 34.5).

PAZ.

Angela

5 comentários:

Zé Luís disse...

Opa!

As coisas melhoraram muito por aqui, não?

Rsrsr...

Parabéns (e a sua "irmãzinha" tb... sempre leio, mas nem sempre dá p comentar)

Paz

lendo&imaginando... disse...

"A beleza exterior não se sustenta por muito tempo."

Angela disse...

Vlw Zé, vc já é de casa!

legal a foto nova...rsrs

Luciano Santos disse...

Belíssimo texto! E concordo com o pensamento proposto... e o filme é ótimo, rs.

Cristiane disse...

Lindo Angela!

Olha depois de " tudo" que conversamos, me emocionei ao ler o texto...minha linda maninha, a verdadeira beleza realmente não está no exterior da pessoa e sim no interior.

Nas cicatrizes, dores, lutas que ela trás dentro de si, mas mesmo assim transforma tudo isso em motivos para continuar lutando e abençoar pessoas que já passaram ou estão passando pelo mesmo problema.

Bjs mana... Cris*

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