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sábado, 12 de julho de 2014

Ah...o céu...


Sempre me incomodou a ideia que muita gente faz de como será nossa vida no céu.
Sinceramente? Até entre os cristãos, aposto que tem gente que quer ir pra lá apenas pra fugir do fogo do inferno, mas que no fundo, no fundo, acha que o céu deve ser um lugar chato demais.
Como assim pra sempre? Cantar com os anjos? e aí já imaginam aquelas musiquinhas chatinhas de uma nota só tipo "óóóó..." ou alguma coisa do tipo "santo, santo, santo" o tempo inteiro.

Eu? Nunca achei que o céu fosse assim. E aí, quando enfim peguei firme nas leituras de "As cronicas de Narnia" (no meu novo Kindle!!!!) e cheguei então ao 7º livro "A ultima batalha" que surpresa!! Lewis leva os meninos ao céu. 

O Mal foi vencido, porém Narnia não existe mais. 
Os que creram em Aslam estão em um novo mundo. 
Mas...espere...aqui é Narnia! Não...parece, mas não é. 

As crianças logo percebem que o novo mundo é muito parecido, porém muito, inexplicavelmente, melhor.
Em primeiro lugar, tudo é muito mais bonito e novo. Coisas que não se conseguem explicar porque não temos com o que comparar. Vamos tentar? 

Imagine que você vá conhecer a Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, praias lindas, agua transparente, poucos banhistas na areia (se não for carnaval, claro!) e você acha que não existe lugar melhor. Mas aí você conhece o Caribe com suas maravilhosas praias e já não acha Arraial do Cabo tão maravilhoso assim, apesar de gostar muito também. Consegue imaginar uma praia no céu? eu não, mas sei que será de tirar o fôlego. Daquelas que você se encanta de ficar olhando. Se você me pedir pra descrever, palavras não bastarão. Só posso fazer uma comparação medíocre como essa de Arraial do Cabo x Caribe. Se um dia você chegar lá, então compreenderá o que quero dizer.
 
Eu imagino que as cores também serão diferentes, novas cores, novas combinações, misturas inexplicáveis....

E as músicas terão novas notas! Ou você acha que Deus se limitaria as 7? Ou você acha que serão musiquinhas chatas e iguais as daqui? 

Ah...por favor, não vamos limitar a criatividade de Deus, né? Afinal de contas ele criou todas as coisas que você acha bonito aqui na terra, e olha que já estragamos um monte delas. 
Mal posso esperar pra conhecer os inúmeros instrumentos musicais que poderemos aprender a tocar nessa nova música, ou as notas que nossas vozes poderão alcançar!
Nenhuma dor, nenhum sofrimento, nenhuma sombra do mal. Violência? não. Maldade? não. Ofensas? Egoísmo? Não e não. Imagine se aqui vivêssemos sem essas coisas? Para muitos já seria o "céu". Lewis diz em seu livro que "Não dá pra ficar com medo por muito tempo" eu diria que não sentiremos medo em momento algum. Nem mesmo saberemos o que é esse sentimento.
 
No livro as crianças percorrem o lugar e vão "subindo" e nessa subida encontram cada vez mais e mais novidades. Elas começam a correr e percebem que não se cansam, são mais ágeis também, não sentem calor, nem ficam sem fôlego.
 
Percebem também que o tempo lá não é como aqui. As crianças começam a rever antigos amigos, o que também nos acontecerá. E perdem a noção do tempo. Podem ter se passado minutos ou anos. Não importa. Pra mim essa é a idéia perfeita de eternidade. Você não perceber mais a passagem do tempo. Isso é pra sempre e sempre.
 
Lewis termina dizendo que Aslam a medida que ia falando com as crianças não lhes parecia mais um leão - o que João descreveria como: "O veremos como Ele é". Deus se revelando ao homem. 

"...E as coisas que começaram a acontecer a partir daquele momento eram tão lindas e grandiosas que não consigo descrevê-las. [...] Agora, finalmente, estavam começando o Capitulo Um da Grande História que ninguém na terra jamais leu: a historia que continua eternamente e na qual cada capitulo é muito melhor do que o anterior" Lewis

O que temos aqui é só uma cópia do verdadeiro mundo criado para nós. Uma xerox ruim pra falar a verdade. Uma copia feita no mimeógrafo, borrada e com cheiro de álcool (nossa! entreguei minha idade agora! rs) E alguns se agarram a ela como se fosse seu bem mais precioso.

Ansiosa para conhecer...

Angela

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Pescadores de Crianças


Amo ler, e ultimamente tenho lido de tudo...
Confesso minha paixão por livros - esses de papel, que tem capa e que você tem que virar as páginas (rsrs)
Tenho certa dificuldades pra ler no micro (juro!) e até já pensei em comprar um tablet só pra baixar livros e ler mas por enquanto continuo carregando meus livros na bolsa (sempre tem um), e aí leio no onibus, na fila de espera...Bom, chega de enrolação, né? 
Esses dias, passeando por uns blogs aí, achei essa pérola 
"Então a criança abriu os olhos, e arriscamos dizer que Eliseu pensou que nunca antes tinha visto olhos tão lindos. Não sei que espécie de olhos era, castanhos ou azuis, mas sei que qualquer olho que Deus o ajudar a abrir será para você um olho lindo.” 
Bastou esse trecho do livro Pescadores de crianças de Charles S. SPURGEON, para me incentivar a lê-lo.
Ainda não encontrei o livro pra comprar, mas como a vontade de ler foi mais forte, baixei aqui e estou aproveitando as férias pra ler no computador mesmo. Ele até furou fila! Estou na metade de um outro livro, mas estou dividindo o tempo de leitura entre os dois (rs).

Não sou professora de crianças, mas já fui - inclusive foi com os pequenininhos que iniciei como professora de EBD - e acho que o livro vale para qualquer ensinador, aliás para todo cristão. 

Bom, chega de blá, blá, blá... baixe logo o livro, ou compre numa livraria próxima e alimente-se!

Eu já estou lendo, mas estou pensando em comprar também o livro (já falei que amo livro em papel, com capa e tudo? rs)

Boa leitura!

domingo, 11 de setembro de 2011

Por esta cruz te matarei


O que acontece quando um jovem de 19 anos sai de casa contra a vontade de seus pais e vai trabalhar com uma tribo de índios ferozes?
Doença, terror, solidão, tortura: são esses os resultados do sonho de um jovem que deseja servir ao Senhor?
Leia como Bruce Olson descobre através de sofrimento e insucessos como apresentar a mensagem do amor de Cristo a uma nação selvagem, sem destruir a beleza de sua cultura.
Você nunca leu um livro como POR ESTA CRUZ TE MATAREI, e nunca o esquecerá.


Acabei de baixar aqui  e vou começar a ler...sigam-me os bons!

dica de leitura do @cristaoconfuso

Paz
Angela

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Perfeitos? nem tanto...


Talvez os limites do mundo perfeito de Tally não fossem tão claros quanto os homenzinhos pendurados nas árvores, mas eram igualmente difíceis de transpor. Ela se lembrou da mudança de idéia de Peris, lá em cima, dentro do balão, desistindo de pular e de deixar sua vida para trás. Todas as pessoas eram programadas de acordo com o lugar em que nasciam, confinadas por suas crenças. Mas era preciso ao menos tentar desenvolver uma mentalidade própria. Do contrário, você podia acabar vivendo numa reserva, adorando um bando de deuses falsos.

Apesar do livro (PERFEITOS de Scott Westerfeld) ser "borbulhante", o trecho acima me fez parar para pensar um pouco.

Tentar desenvolver uma mentalidade própria... 
Tão difícil. Num mundo de pessoas que passam por “lavagens cerebrais” e de “ignorantes” (no sentido de ignorar, desconhecer) – e onde ambos acreditam ser os donos da verdade, da única verdade – temos que pelo menos tentar.

Muitos de nós vivem em um mundo perfeito, como Tally e Peris. Só precisam se preocupar em se divertir. Não sabem de onde vieram e o que fazem aqui. Querem apenas aproveitar a vida, na forma que lhes foi apresentada.
Outros vivem como Andrews, num mundo cercado de deuses falsos, que se impõe pela força. Acreditando que o mundo se resume à sua aldeia.
Mas existe uma turma que conhece toda a verdade. Eles não têm as lesões no cérebro dos perfeitos e também não vivem em reservas como a de Andrews. Fogem do sistema, são a alternativa para aqueles que não se enquadram, para aqueles que esperam mais.
Tally, apesar de ter passado pela operação, sabe que existe alternativa, e que a perfeição é uma farsa.

Nossos mundos têm limites, que precisam ser testados. 
Quando uma nova realidade surgir, com a possibilidade de uma vida em liberdade, com direito de tomar suas próprias decisões, de pensar por si mesmo, de conhecer a verdade – toda a verdade, não aja como Peris, com medo do desconhecido. Não aceite uma existência segura, porém não verdadeira. Não escolha uma alegria falsa por medo de enfrentar o desconhecido.

Teste, enfrente, pergunte, busque. Não permita que as “lesões” no seu cérebro que tentam te fazer ver um mundo perfeito, te impeçam de buscar a verdadeira vida.

Não vai ser fácil. 
Talvez você precise de ajuda. 
Talvez seja forçado a voltar. 
Não desista.

A cura para o estado de perfeição existe – a verdade.

“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” João 8.32



P.S: Só depois que escrevi e re-li, percebi que podem existir várias formas de interpretá-lo, então deixe seu comentário com suas impressões... se você não entendeu nada, comente também! (risos) 

Angela

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O Caçador de pipas



Li a algum tempo O Caçador de pipas e prometi a mim mesma que escreveria sobre ele.
A história é muito triste, mas me fez pensar sobre até que ponto nossas atitudes afetam nossas vidas e a de quem nos rodeia.
Dessa bela história ficam as seguintes lições: 

Se você agiu errado, conserte. Peça perdão. Tente desfazer. 
Não adianta tapar o sol com uma peneira.
Fugir na maioria das vezes causa um sofrimento muitas vezes desnecessário.
Esconder, pode dar muito trabalho e piorar a situação.

Um abismo chama outro abismo
Agir errado para encobrir outra atitude errada, nunca poderá dar certo. Você só vai piorar as coisas.

Sempre existe uma chance de ser bom
Sempre.
Sempre podemos nos arrepender.
A qualquer momento de nossas vidas podemos reescrever nossa história.
Nem sempre isso é fácil.
Nem sempre conseguimos mudar de uma hora para outra, mas sempre existe uma chance!

PAZ
xxxx